Amon Amarth – Metal em nome de Thor e Odin
Jun 13th, 2008
Uma das razões de o heavy metal atingir a saturação tão facilmente se deve ao fato de o metal ser um ambiente extremamente conservador, musicalmente falando. Qualquer tentativa de mistura com outros estilos ou inovação é quase instantaneamente rechaçada a golpes de espada (forjada em aço, fogo e vento preto, claro).
O que se vê são bandas que copiam bandas, que copiaram outras bandas.
Uma das saÃdas do metal pra se manter vivo e relevante é misturar sub-estilos do próprio metal, já que misturar com coisa de fora costuma ser motivo para emissão de fatwas contra a banda E os fãs. A exceção é a mistura com música clássica, bem aceita em alguns sub-gêneros.
Disso surgiram coisas como o Death Metal Melódico, uma mistura da agressividade vocal do death metal com o instrumental mais apurado do metal melódico, inclusive com uso de teclados, coisa normalmente ausente do death. Os grandes nomes são In Flames e Children of Bodom, mas como mostra esta lista, já começou a saturar também.
Viking Metal
Correndo por fora, uma das minhas bandas favoritas no estilo é o Amon Amarth, na ativa desde 1992. Descobri há pouco mais de 1 ano no Soulseek, e desde então venho ouvindo a discografia de 7 álbuns e 2 demos.
Se a Suécia deu ao mundo ABBA e Roxette, compensou com Marduk e Amon Amarth. O vocalista Johan Hegg consegue a proeza de lembrar seu conterrâneo Legion em alguns momentos. As guitarras capricham na melodia e alguns riffs grudam na cabeça e não saem. A conseqüência de um som bem feito só podia ser uma: a banda vem crescendo em popularidade a cada novo disco.
O tema das letras? Mitologia nórdica, conhecida como viking metal. Pois é, mais um rótulo, fazer o que? E dá-lhe louvores a Odin e Thor, Valhalla, guerreiros a cavalo massacrando inimigos, marcha vitoriosa sobre os derrotados, ValquÃrias carregando o guerreiro morto em combate (a única forma digna de morrer) até o banquete de Odin, e por aà vai.
Por falar nisso, Odin se mostra um mestre do marketing, prometendo um banquete ETERNO aos fiéis. No mesmo nÃvel de Allah, que promete 72 virgens. Javé fica bem atrás, com a promessa de “pisar em ruas de ouro e diamantes” na Nova Jerusalém. Eu passo.
Só espero que Odin conceda aos fãs brasileiros a graça de ver os caras ao vivo por aqui.
Leia no Whiplash a resenha do último álbum, With Oden On Our Side. Abaixo, uma amostra (Cry Of The Black Birds):
OBS: Sim, eu sei que Amon Amarth é alguma coisa do Senhor dos Anéis. Preciso arrumar um tempo e ler esses livros de uma vez.

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Justamente, o Metal Tradicional é realmente muito inflexivel. O Avenged Sevenfold é uma banda que eu gosto muito pois eles levam o metal a um novo conceito, um conceito mais jovem e menos agressivo, mas nem por isso deixa de ser uma banda muito bem trabalhada, graças a isso oss “metaleiros” criticam duramente o Avenged Sevenfold, pelo seu som e pela sua aparência
Não conhecia a banda. Vou dar uma procurada pelos discos. Ei, você viu a matéria de humor do Whiplash sobre viking metal. Engraçado.
Aquelas listas, tipo 100 regras do fã de black metal? Já vi sim, tem de vários sub-estilos de metal. Tem umas bem engraçadas.
[...] o show do Maiden no Pacaembu. Quase fui esmagado mas vi tudo de perto. Já podia partir para o banquete de Odin em [...]
[...] Minhas preces foram ouvidas: já consta do site oficial do Amon Amarth as datas da tour pela América Latina. Em São Paulo será no 10 de maio, no Citibank Hall, antigo Palace. Aquele que tem a foto do Caetano ao lado do banheiro. [...]