Boicote a Congonhas
Jul 21st, 2007

Antes de mais nada, me penitencio: eu já escolhi Congonhas por comodidade algumas vezes. Seja pela distância menor, seja pelo horário dos vôos. Na verdade prefiro Guarulhos, tem mais cara de aeroporto, dá pra ver máquinas como 747, A340 e 777 (pena terem acabado com o mirante), e você dificilmente será seguido até em casa por ladrões de notebook, como aconteceu com um colega de trabalho que tomou táxi em Congonhas.
Faço coro à campanha que se iniciou hoje na blogosfera, pelo boicote a Congonhas. Deitar-se no saguão do Salgado Filho ou fazer boicote de um dia, ainda que com ótimas intenções, não leva a nada. Deixar de utilizar o aeroporto pode atingir onde dói: no bolso, na receita da operação. É, de fato, a única coisa que a população que utiliza transporte aéreo pode fazer - além de parar com essa mania de ficar apertando 1 e 3 na urna eletrônica. Claro que fechar Congonhas é impossÃvel, mas restringir a operação (ainda que diminua os lucros dos srs. Bologna e Constantino), tirá-lo da condição de hub é imprescindÃvel.
Não que a atitude isolada de alguns blogueiros vá sequer arranhar o trânsito de passageiros por lá. Afinal, é preciso que o pessoal do terno e da gravata continue a agregar valor e gerar sinergia pelo Brasil afora, e para isso não podem se dar ao luxo de perder tempo se deslocando de Guarulhos para a Av. Paulista ou para a Berrini, certo? Bom, eu não agrego valor e muito menos gero sinergia (nem pretendo). Viajo apenas a passeio, então posso gastar 1 horinha no ônibus do Airport Service ou num táxi até em casa.
Pousei em Congonhas há 2 semanas, vindo de Recife em um A-320. À noite e com chuva. No dia seguinte, fui ao prédio da TAM Express retirar encomendas que havia despachado. DifÃcil ficar indiferente depois disso…
Boicotar Congonhas, no meu caso, nem implica tanto esforço: só viajo 1 ou 2 vezes por ano.
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Ronaldo,
sou a favor da campanha e estou fazendo questão de divulgá-la.
“afinal, é preciso que o pessoal do terno e da gravata continue a agregar valor e gerar sinergia pelo Brasil afora”. Ótimo. será q a “cenoura” pra eles tem tantos dÃgitos assim a ponto do risco de vida valer a pena? vai saber…
abs
Gostei da ilustração, correr atrás da cenoura
Nem sempre ela é tão valiosa assim, até meros analistas de sistemas são escalados p/ trabalhar em projetos em outra cidade.
Mas quando o cargo é executivo, a coisa muda: em viagem recente vim sentado próximo a 3 deles, que não paravam de falar sobre Mercedes fornecido pela empresa, bônus não sei das quantas, etc… Cenoura neles!
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