Caetano não sabe brincar
Sep 2nd, 2008
Pouco mais de 2 meses depois de eu ter elogiado Caetano pela postura de peitar o moribundo Fidel, eis que ele tem uma recaÃda de estrelismo crônico e literalmente chama os crÃticos de feios, chatos e bobos. Ou quase. De bobo ele chamou.
Eu sempre imagino que as seitas criadas em torno a certos artistas são mais produto de fãs do que do próprio artista. Eu mesmo já fui chamado de gênio após uma pequena apresentação de 10 minutos do Supersimetria! Sim, isso aconteceu. Na época fiquei sem entender, mas depois que li na VEJA que um fã de Lirinha do Cordel do Fogo Encantado disse ter visto uma aura de energia ao redor do cara no palco, nada mais me surpreende nesse tipo de reação.
Mas nesse caso parece que o Ãdolo está começando novamente a acreditar no mito e a se achar acima da crÃtica. A crÃtica, no caso, partiu de 2 jornalistas (Folha e Estado) e foi negativa. Eis um trecho da reportagem da Folha, sobre os 50 anos da bossa nova:
Eventos elitistas, onde cantar baixinho sobre o amor, a saudade, o Corcovado e as belezas da orla carioca legitimavam o privilégio e a sofisticação de uma casta.
Deu pra perceber que a repórter não curtiu muito o ambiente sofisticado, não é? Eu entendo perfeitamente. João Donato, pelo jeito, também entende, já que desabafou dizendo não agüentar mais ouvir falar do gênero. Quando fui assitir à Sun Ra Astro Intergalactic Infinity Arkestra no Chivas Jazz pude entender o que é uma platéia sofisticada. Dela quero distância segura.
O fato é que, quem é personalidade pública vai ser criticado. Músico então, nem se fala. Melhor aceitar a idéia e deixar quieto. A mulher achou chato. Ponto. Nenhum artigo ofendido vai fazer com que ela mude de opinião.
Finalizando, não posso deixar de comentar sobre o infeliz termo usado para desqualificar a crÃtica: provinciana. Essa é outra palavrinha desgastada pelo uso. Qual o problema com o interior? Só pra citar um exemplo no terreno musical, a “provÃncia” de Araçatuba deu ao mundo a viola de Tião Carreiro e isso não é pouco.
Se provinciano é pejorativo, qual o oposto? Bebedores de vinho e chivas da capital, desfilando pedantismo e afetação pelos shows de bossa, jazz e mpb?
Eu passo. Vieira e Vieirinha neles!
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Caetano está velho, e nem por isto menos senil.
São Paulo uma provÃncia ? Claro, ninguém pode dizer que o rei esta nú, aliás, é negado a reporteres e outros terem opinião própria. DEUS SALVE CAETANO , porque no que depender da provÃncia ele volta a vender abará no pelourinho. Tudo isto é saudade da época em que jornalista precisava levar Caetano em suas festinhas particulares para mostrar para os amigos como animal de estimação…coitado…
Pois é, nem com modelo ele faz sucesso… acaba tendo que cantar com o Roberto para ganhar algum ibope. CrÃtica o Fidel por ser ditador mas opera a máfia do dendê da música brasileira na mesma moeda. Sai fora pomba gira !!!