Como eu perdi o show do Marduk, mesmo estando presente
Sep 11th, 2007
Este texto participa da promoção do blog de rock ‘n’ roll e heavy metal DentePreto.com, que está dando um mouse sem fio.
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A simpática formação do Marduk em 2004. Clique para ampliar.
Planeta Terra, cidade São Paulo, ano 2004.
Depois de ter recebido a unção de um show do Iron Maiden (ou antes, não me lembro bem), era a vez de experimentar o black metal em sua essência: Marduk iria tocar na cidade, em um dos últimos shows da turnê do álbum World Funeral.
Grande expectativa, ingresso comprado, e o rumor que circulava na Galeria do Rock: o vocalista Erik Legion não estaria com a banda nesse show, e sim o antigo vocal. Isso me preocupou, pois pra mim Legion era único (apesar do nome). Marduk sem ele seria exatamente como Iron sem Bruce. Compareci à tarde de autógrafos e lá estava ele em pessoa, foi o único a aparecer. Bom sinal.
Tudo pronto para a grande noite, que seria no Led Slay, um conhecido bar de rock na Zona Leste. Chego lá e o local já está dominado pelos fãs.
O erro
Hora de tomar umas pra ficar no grau, pensei. Cerveja não era uma boa opção porque eu não queria passar parte do show indo ao banheiro, a solução era caipirinha. Esse foi o meu primeiro erro. O barman pega uma garrafa com um rótulo totalmente estranho e pouco tempo depois me entrega o produto final. Tomo a primeira, depois a segunda. Vou conferir os shows de abertura, me empolgo e decido pela terceira. Esses foram os erros seguintes. Eu pagaria o preço logo depois.
Eis que é chegada a hora do funeral. Nunca tinha ido a um show de black, não sabia qual era o aspecto de músicos tocando de corpse paint. Naquela hora – estando devidamente no grau – eu tive a impressão nÃtida de que estava diante de 4 demônios-músicos. O efeito da pintura e da música era sensacional.
Só que havia outro efeito que entraria em cena logo em seguida. Não sei se foi o conteúdo questionável da garrafa de rótulo desconhecido, ou se o limão estava estragado, ou se eu simplesmente errei feio no cálculo (pouco provável, já cheguei a tomar 5 caipiras em uma noite sem qualquer problema). O que eu sei é que, depois da terceira música, o show acabou. Acabou pra mim, que tive que sair correndo em direção ao banheiro pra botar TUDO pra fora. O banheiro havia sumido (tudo parecia estar mais longe), e eu tive que fazer o serviço ali mesmo em um dos corredores do bar.
Tentei voltar, mas foi em vão. Me lembro de ter ouvido vozes comentando algo como “olha o estado do cidadão”. Sabia que o comentário era pra mim, mas não ligava, a prioridade naquele momento era sobreviver. Terminado o show, fui levado ao carro por um amigo, e pude ouvir gente lamentando que o show tinha sido curto. Reclamavam de barriga cheia. Eu, de barriga e consciência vazias, tinha visto um show bem mais curto. A noite terminou com a lamentável cena de um Celta parado em plena 23 de Maio, de madrugada, e seu motorista vomitando na avenida.
O castigo
Pouco tempo depois era anunciada a saÃda de Legion do Marduk. Como a saÃda não foi amigável, eu duvido que ele volte algum dia. O vocalista substituto não chega nem perto, e pra mim a banda se tornou apenas mais uma.
E foi assim que o trouxa aqui conseguiu jogar fora uma oportunidade que nunca mais vai aparecer novamente. Naquela época eu ainda não sabia que Marduk era o deus da Cerveja, caso contrário não teria cometido essa heresia.
Salve Marduk !

Technorati: heavy metal, black metal, marduk, legion, cerveja
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Eu fui no show de Porto Alegre e não fiquei bêbado. Acho, hehe.
Ficar bêbado é uma coisa, ficar inutilizado é outra bem diferente.
Deu tela azul no organismo
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[...] com Marduk e Amon Amarth. O vocalista Johan Hegg consegue a proeza de lembrar seu conterrâneo Legion em alguns momentos. As guitarras capricham na melodia e alguns riffs grudam na cabeça e não saem. [...]
[...] ainda me aventuraria pelos negros caminhos do death/black metal (salve Marduk – ambos) e pela barulheira do grindcore. Napalm [...]
fala ronaldo ,tu não sebe o que perdeu