Como (não) encerrar a carreira
Nov 1st, 2008
Até onde pode ir a capacidade de negação do ser humano? No caso de Rubens Barrichello, parece não haver limites.
Neste final de temporada em Interlagos ele tem passado o tempo das coletivas negando que vai ser demitido e enfatizando sua motivação para continuar. E a Honda segue cozinhando o cara em banho-maria. O desespero pela aceitação é tão grande que levou a esta declaração:
Com essa história do KERS, vai ter um aumento de peso muito grande no carro, então o piloto vai de ter de perder peso. E apesar de estar no peso ideal, estou disposto a perder 5 kg em dois meses para mostrar para eles, ainda mais, a motivação.
Ele se recusa a admitir para si próprio que sua carreira acabou e que não rendeu tÃtulo mundial, o que não chega a ser nenhuma vergonha, já que a maioria dos pilotos não chega ao tÃtulo (vergonha, nesse caso, é outra coisa). Perde, por mais um ano, a chance de sair com dignidade, preferindo fazer papel de pedinte.
Comparem com a saÃda de David Coulthard. Este sim, tem plena consciência de até onde pôde chegar, e está muito bem com isso. Tomou ele mesmo a decisão e agora sai numa boa, curtindo a última corrida. Sempre soube aproveitar a vida que teve o privilégio de viver. As festas no seu iate são lendárias. Fez até um “sucessor” nessa arte: Kimi Raikkonen. Veja a preocupação dele com o fim da carreira…
Que Coulthard continue fazendo bom uso do iate. Quanto ao Barrichello, se quer mesmo continuar correndo, há uma infinidade de opções: Indy, NASCAR, DTM, Stock Cars, Truck, etc.
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