No blog do Diogo Azevedo encontro uma dica de leitura: um artigo de um ex vice-presidente do Napster, recapitulando o perÃodo em que fez parte da empresa.
O artigo, intitulado Como o Napster Mudou o Mundo, é bem revelador. Mostra que desde o princÃpio o Napster tentou conversar com as gravadoras p/ propor um modelo de negócio, e que simplesmente não eram nem recebidos. E quando conseguiam ser ouvidos, as propostas eram rejeitadas de imediato, propostas que previam belos lucros sem os custos de distribuição de um CD, enfim, algo próximo do que o iTunes é hoje.
Mas os executivos das gravadoras não conseguiam encarar a realidade e admitir que seu modelo de comercialização de música estava morrendo. Só conseguiam repetir o mantra corporativo de que “o Napster vai acabar com o comércio de CD”. Napster baaaad ! E enquanto a RIAA processava o Napster e Lars Ulrich desfilava de terno nos tribunais, nascia o Gnutella, depois o WinMX, depois o Audio Galaxy, depois o Kazaa, depois o eMule, depois o Soulseek…
Hoje, o iTunes prova, dia após dia, que os executivos estavam errados. Um os maiores sucessos na venda de mp3 é o site russo AllOfMp3.com, que a RIAA processou em mais de 1 trilhão de dólares, caindo no ridÃculo de vez. O modelo de vendas online ainda está engatinhando, como mostra essa ótima análise das lojas, mas é irreversÃvel.
E as grandes gravadoras ainda estão hesitando. Eu sempre digo que gravata só serve p/ limitar a oxigenação do cérebro…
UPDATE: Parece que o pessoal da EMI afrouxou a gravata e começou a pensar: o MeioBit informa que a EMI e a Apple anunciaram a venda de música sem DRM.
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O Napster deixou saudades… era estiloso. Tudo bem, temos o eMule (de todos, o unico que ainda presta), mas deixou saudades.
[]s
Eu gosto do Soulseek p/ música. Prefiro o eMule p/ videos, ebooks, etc.
[]’s
[...] p/ a EMI, que afrouxou a gravata [...]