Dez álbuns favoritos
Jul 18th, 2007
Pegando carona no convite genérico feito pelo Dudu Tomaselli em um post sobre 10 álbuns favoritos, deixo aqui os meus 10.
Lembrando sempre que isso nunca é definitivo, estas listas estão sempre em mutação. Se fosse na década de 90, por exemplo, teria listado uns 8 discos do Iron. Por sorte sofri outras influências ao longo dos anos e abandonei a “causa” do metal, sem deixar de ouvir o estilo. A ordem dos álbuns é indiferente:
- Planeta Lamma – Damião Experiença: o primeiro álbum de Damião, inteiramente cantado no dialeto do Planeta Lamma. Disponível na íntegra no Portão do Daminhão, em mp3. Costuma causar 2 reações mutuamente exclusivas: aversão ou a completa mudança de conceitos musicais.
- The Number of the Beast – Iron Maiden: este álbum sofreu a previsível perseguição de grupos religiosos, que o queimavam em praça pública. Depois, constataram que era perigoso aspirar a fumaça e decidiram que o correto era quebrar o disco, no melhor estilo Flávio Cavalcanti. É sério, fizeram isso. Álbum essencial para quem quer conhecer a banda.
- Ride the Lightning – Metallica: esta banda – que não existe mais – foi uma das criadoras de um estilo, na década de 80, inspirou muita gente e se projetou, entre outras coisas, graças à legião de fãs que trocavam fitas cassete via correio, também conhecido como pirataria. Depois da fama, dinheiro e Porsches na garagem, acabaram cuspindo no prato em que se fartaram, quando as fitas cassete evoluíram para mp3. Ride the Lightning mostra essa saudosa banda em sua melhor fase.
- Space is the Place – Sun Ra: o mitológico músico vindo de Saturno, criador da Intergalactic Arkestra. Há alguns anos tive a honra de assistir a uma apresentação da Arkestra na última edição do Chivas Jazz, em São Paulo.
- For Adolphe Sax – Peter Brötzmann: A trilha sonora do abate de suínos em um matadouro.
- Powerplant – Gamma Ray: Um disco impecável de metal (não perco tempo tentando rotular se é melódico, power, true, essas bobagens. Gasto esse tempo ouvindo o disco). Há quem reclame do cover de It’s a Sin, do Pet Shop Boys, tido como heresia entre os guerreiros do metal. Besteira. Se não soubessem de quem é a música, aposto que achariam ótima. Porque a versão ficou ótima.
- Boi Soberano – Tião Carreiro e Pardinho: quatro anos antes de Pink Floyd, Tião estampa um bovino na capa de um LP. E não um bovino qualquer: Soberano salvou a vida de uma criança, durante um estouro de boiada, e ainda foi tema de 2 outras modas.
- The Olatunji Concert – John Coltrane: não sei se ele já tinha consciência de que estava com câncer de fígado e de que essa seria sua última gravação, mas o fato é que Coltrane tocou desesperadamente nessa apresentação, disposto a deixar sua marca pelas gerações futuras. A gravação não é tão boa, mas quem se importa? Ao pedir por esse CD em lojas refinadas como a Livraria Cultura, prepare-se para os cultos vendedores torcendo o nariz e provavelmente pensando: “com tantos álbuns bons de jazz, por que tem gente que escolhe isso?”.
- Kraka Tachion – Supersimetria: sou suspeito para falar desse, já que faço parte do álbum e da banda. Tanto faz, afinal devo ser a única pessoa no mundo capaz de ouvi-lo do começo ao fim. É a demo da banda, de 2002/2003, porém ainda não lançada. O nome faz menção a “cracas espaciais que, no futuro, influenciarão na cosmodinâmica temporal de naus em dobra”.
- The Chemical Wedding: Bruce Dickinson: Tive o privilégio de ver o show do Chemical Wedding aqui em São Paulo, gravação essa registrada no álbum Scream for me Brazil. Bruce montou uma banda muito boa junto com Adrian Smith, e mostrou a todo o mundo o que estava faltando ao Iron. Sorte que Steve Harris entendeu a mensagem.
Outros nomes que entram e saem constantemente dessa lista: os 4 álbuns da formação clássica do Maiden (Piece of Mind, Powerslave, Somewhere in Time e Seventh Son of a Seventh Son). Beneath the Remains, do Sepultura. Destroyer do KISS. The Joshua Tree, do U2. Reign in Blood do Slayer. Nightwing do Marduk. Navalha na Carne, do Tião. A Love Supreme, de Coltrane. A dupla Scum/From Enslavement to Obliteration do Napalm Death.
Melhor fazer logo um Top 100…
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hehe, listar álbuns favoritos é complicado. Semana passada escolhi os cinco que me dão vontade de pular pela casa e cometi várias injustiças. O melhor é um top 100 mesmo. Vou pensar nisso, hehe.
Dez é pouco mesmo. Uns 50 seria razoável.
Planeta Lamma é para poucos. Damião é quando a genialidade encontra a insanidade.
Eu tenho um carinho especial pelo Ride The Lightining… Claroque adoro o Master of Puppets, mas eu escutei o Ride primeiro e ele ficou durante muito tempo como meu preferido!!!