Dominantes trabalham no Estadão
Aug 12th, 2007

A bomba da semana: Spectreman e os Dominantes na verdade trabalham na redação do Estadão. Essa é a única conclusão a que eu posso chegar, dado que o jornal agora é inimigo dos símios.
A semana que passou viu a reação em peso da macacada repercutindo a notícia. Teve até campanha do tipo cancele a sua assinatura do Estadão.
Ignorar ou não ignorar?
A reação mais eficaz teria sido nenhuma. Falo isso com a experiência de quem moderou por alguns anos um fórum que se tornou o maior do Brasil em sua área (mercado financeiro). No começo era tudo liberado, nem cadastro era exigido. O resultado é que as ofensas pessoais corriam soltas. Se você quer ter uma amostra de até onde o ser humano pode descer quando protegido pelo anonimato de uma conexão de internet, modere um fórum bem popular.
Eu sempre enfatizava que a melhor reação contra ofensas em um fórum era ignorar o ataque. Só que, da mesma forma que é muito fácil ofender alguém em um fórum, é muito tentador postar uma resposta. Muita gente dizia que sabia que o mais eficaz é ignorar, mas não conseguia. O provocador, nesses casos, sequer escreve movido por algum ódio, só quer mesmo é botar pilha, e cada resposta irada e ofendida só faz com que ele tome mais gosto ainda pela coisa.
O publicitário que criou essa campanha provavelmente imaginava a reação que ia causar. Imaginava e esperava. A melhor reação contra essa campanha seria que nenhum blog comentasse o assunto, até porque, bem ou mal isso é publicidade para o jornal. Há quem discorde.
Seja qual for o ponto de vista, o fato é que essa campanha deveria ser é comemorada. Como disse o Bruno (o Alves, não o símio), se incomodamos tanto a ponto de gerar uma campanha inclusive na TV, é porque os blogs estão no caminho certo!
O inimigo dos blogs tem blogs!
Existe a guerra? Não sei. O que existe é que os jornais reinavam absolutos e o leitor era um consumidor passivo da informação. Hoje, o leitor pode ler e em seguida escrever, criticar o que leu. Acabou a informação de mão única. Os jornais estão perdendo território e sabem disso. Só que a coisa não tem volta, então o melhor a fazer é aprender a lidar com essa mudança.
O Estadão não odeia blogs, porque o Estadão tem blogs. Ele só não quer que você leia outros blogs, porque não seriam confiáveis. Vejamos: por que eu leria o blog do Livio Oricchio? Porque ele entende de automobilismo ou porque ele é repórter do Estado? Acho que a resposta é clara.
Jornalista freqüentemente também é símio, e escreve muita bobagem. Só pra citar um exemplo: no acidente da GOL, o UOL escreveu uma besteira do tipo “da frota da GOL, cerca de 50 aviões são Boeing 737″. Lá fui eu, primata e fã de aviação que sou, escrever para o UOL avisando que todos os aviões da GOL são 737. Recebi até um email avisando que a correção fora feita!

Blogueiro disfarçado
Gravata apertada dá nisso
Sempre digo que gravata só serve pra restringir a oxigenação de cérebros executivos. No caso do Estadão, acho que quem aprovou essa campanha exagerou o nó. Não só o comercial do blog do Bruno pegou muito mal pela generalização grosseira, como o concorrente oferece inclusive espaço para os assinantes criar seus próprios blogs. Se a Folha/UOL quiser, pode capitalizar bastante em cima dessa infelicidade do Estadão. Que tal uma campanha conclamando os macacos a criar seu blog no UOL, por exemplo?
Claro que o publicitário que criou essa campanha deve ser achar um gênio (qual não se acha?), assim como o que criou a campanha do Banco do Brasil (que levou os correntistas ao pânico quando se logaram no home banking e viram o logotipo modificado com o próprio nome) e o que criou o comercial do Palio e o presidiário, vetado pelo CONAR após recorde de reclamações recebidas. Semi-deuses também erram.
Quanto a deixar de ler o Estadão, não, obrigado. Foi o único portal que noticiou o protesto do sábado passado antes que acontecesse. É um dos poucos que parece ainda ter alguma capacidade de criticar o petismo, enquanto a Folha/UOL manda sua intelectualmente desonestíssima repórter Laura Capriglione para tentar ridicularizar tanto aquela manifestação quanto o protesto contra a ocupação/pilhagem da reitoria da USP.
Assim sendo, só me resta assumir a condição de símio, ou melhor, de simióide, e encarar tudo na base do humor:

Blogueiro deprimido
Assinar por email:
Após o encontro de blogueiros BLS da semana passada passei a ler alguns blogs da chamada área tecnológica e venho me surpreendendo positivamente pela articulação que muitos chamam pejorativamente de panelinha (mas que há? há!). Esta reação é sacada publicitária do Estadão É muito legal fazendo a blogosfera pensar-se. Tô aprendendo muito!
Pô, esquci o outro pedaço do texto: a homenagem ao Damião é valiosa conheço-o de vista desde os anos 70 já com suas tranças (!!!) pedalando seu triciclo pelas ruas do centro do Rio, vou ao Portão, já!
Abçs
jr
AGORA QUE VOCÊ JÁ LEU A VERSÃO DO GENERAL CUSTER,
LEIA A DOS ÍNDIOS.
Nos ultimos dias, vimos reverberar na blogosfera ataques e defesas à nova
campanha do Estadão, feita pela Talent. Tudo começou nos blogs de publicidade e nos pegou
totalmente de surpresa, principalmente por que o subtexto que foi espalhado
por aí, de que o Estadão é contra os Blogs, não foi colocado em nenhuma das
peças da campanha. Isso seria extremamente incoerente, já que o Estadão sabe
que os blogs não só fazem parte da sociedade como do próprio Grupo Estado.
Sendo assim, vamos analisar a questão mais de perto pra saber se houve alguma
falha na comunicação da campanha.
Os filmes começam com uma vinheta , World Wierd Web, que já identificam o propósito
de fazer humor com a parte estranha, sem noção, da web.
No filme em que o rapaz lê o blog de economia do Bruno, o cientista diz que o
macaquinho já está copiando e colando textos pela web. É impressionante, mas a
reação que esperávamos dos blogueiros é exatamente contrária ao que aconteceu.
Quantas vezes, você blogueiro já não encontrou seu texto por aí, fora de
contexto, faltando partes e sem os créditos? No outro filme da campanha, dois
ruivos colocam informações mentirosas na internet pra sair ganhando alguma
coisa. As meninas que são enganadas pelo hoax nunca falam que encontraram
essas informações num blog e, do outro lado, um dos ruivos diz apenas “pronto,
tá na net”. Nesse caso, nada de blogs. Na mídia impressa acontece algo
parecido, apenas um do três anúncios diz abertamente “Blog”, os outros dois
usam os termos “página” e “site”.
Desta forma , nós posicionamos o estadao.com em linha com a proposta de
credibilidade, conteúdo de qualidade e compromisso do Grupo Estado. Os sites,
blogs, veículos e pessoas que frequentam o lado “luz” da internet , obviamente
, não devem se sentir atingidos por uma crítica ao lado “escuro” do ambiente
virtual, da mesma forma que um bom jogador de futebol não deve se sentir
desvalorizado por ter um colega perna-de-pau ou quebrador de joelhos. Ou será
que os publicitários que primeiro criticaram nosso trabalho consideraram
uma campanha difamatória aos publicitários o fato
de um dono de agência ganhar as manchetes por servir de intermediário na
distribuição de fortunas em verbas públicas?
Alguém em sã consciência pode defender incondicionalmente todo o conteúdo da
internet , com seus hoaxes , pegadinhas, pornografias, ideologias escondidas,
baixarias, falsos gurus, falsários, tomadores de dinheiro e tempo, Maranhão do
Sul na wikipedia, alterações da história e interesses privados disfarçados de
clamor do internauta?
No seminário da Microsoft este ano, em Cannes, os dados apresentados levaram
a uma inconteste conclusão: a de que a internet, como as
regiões de uma cidade, vai se dividir em duas. Uma útil, crível ,
inteligente, prestadora de serviço, informativa e confiável. Outra que é como
uma rua escura e sem policiamento: vai quem quer, sob seu próprio risco. Vamos
sempre promover o estadão.com como parte da primeira metade.
Separar o joio do trigo na internet deveria ser do interesse de qualquer
cidadão de bem.
João Livi
Diretor de Criação- Talent
joaolivi@talent.com.br
[...] Por aqui, o post que escrevi chegou ao conhecimento da Talent, agência criadora da campanha. Um longo comentário no post expõe a visão da agência sobre o assunto. [...]
Me surpreende a resposta.
Em primeiro lugar a pretensão em chamar quem se defende de Custer e quem ataca de índios (coitados…), mas a publicidade e a mídia tradicional sempre posam de vítimas quando algo dá errado, as brigas de galo sempre demonstram o que se esconde sob o aspecto coriáceo desta gente…
Em segundo, existe o eterno dilema – a campanha inversa com a mesma quantidade de dinheiro e o mesmo espaço na mídia não será feita, afinal, se você merece seu espaço após a destruição, tem que lutar na justiça para tanto… hah hahah , ai se vai a ética famosa… e o direito a resposta, caso que por exemplo este blog habilita e permite. Os jornais sequer esboçam desculpas, a intelectualidade suprema dos tablóides dispensa… não interessa e não vende jornal dar tiro no pé. Faz deconta que tudo tá bem e coloca uma respostinha no blog do Ronaldo hahahahahah
Em tereceiro há o eterno “achar” da publicidade que tolamente pensa que conhece os “espectadores” quando na verdade segue o que diz o tio Marx, na verdade ela cria a demanda, a confusão, e se quiser ainda a própria notícia ou a versão da verdade, quando dá certo eles ganham prêmios como se fosse o Oscar… supremo !!!
Há blog ou sites que mentem ? Claro, como sempre houveram jornais e televisões tendenciosas… me assusta ver jornalista não precisarem de faculdade, ora, qualquer um pode opinar e discorrer sobre qualquer assunto… e acaba dando nisto. É realmente gente muito capaz, tão capaz que cria peças e notícias com milhares de interpretações… devem ter aprendido na campanha da Benetton.
Claro, a culpa só pode ser do PSDB…..
Ai na falta de algo melhor, vamos aos chavões, como só a publicidade sabe fazer nos jingles, nas campanhas (hahahhaha), no mercado fonográfico, na televisão e nas novelas . Bando de boçal posando de rock star, parecem curadores de museu que querem crédito por organizar os quadros da “melhor forma” para o espectador – as frases chavões, – o joio, o trigo, o policiamento, etc etc etc…
Lamentável. Pela envergadura da bobagem feita, deveria articular melhor, mas como eles sempre fazem, nivelam os outros por baixo.
O assunto é complexo.Vejam uma posição interessante no link abaixo:
http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=5619
[...] os trata como símios, desde o nome do site até o avatar default no seu perfil. O site é anterior à polêmica do Estadão, trata-se apenas de uma enorme coincidência, até porque nem todos os usuários são [...]
[...] No segundo semestre de 2006 a idéia de criar um blog próprio já amadurecia, mas a preguiça e a enrolação são forças poderosas. Hoje eu vejo que poderia e deveria ter começado bem antes disso. Nesse tempo conheci o Wordpress, descobri plugins, criei vergonha e aprendi PHP (um programador ASP não tem desculpa para não saber PHP), aprendi um pouco de SEO, vi o transporte aéreo desmoronar, dona Cicarelli arrumar confusão, probloggers sendo tratados quase como párias (lucro no Brasil é pecado), hypes e mais hypes, e por fim o caso Estadão. [...]
[...] em potes de margarina e/ou assinar campanhas lastimáveis como a do Estadão e depois vir se justificar de forma patética fazendo spam de comentários nos [...]