Ele não se acha perdedor
Oct 19th, 2007
Barrichello está cheio de graça, resolveu fazer o gênero desencanado-engraçadinho para as câmeras, como que tentando disfarçar o seu próprio fim melancólico. Corintiano, chegou a comparar sua situação à do time.
Times não acabam, pilotos sim.
Ao invés de tentar terminar com um pouco de dignidade, ele deu a seguinte declaração:
“Uma coisa que tenho certeza que (contribuí), para que a F-1 pudesse ser um pouco mais aberta ao público, foi a (corrida na) Áustria, quando tive que deixar o Michael passar. Isso fez com que as regras de hoje fossem mais abertas; A FIA, agora, escuta o rádio. De uma certa forma, isso é uma contribuição. O esporte tem que ser muito aberto. Foram seis anos de luta, Eu não quero nada melhor que você, mas você me dá igual o que você tem. É isso que eu sempre quis da Ferrari”, falou o piloto, certo de ter entrado para a posteridade.
Eu não acreditei quando li.
Aquilo foi o maior gesto de submissão, peleguismo e vassalagem que eu já vi em uma competição. E ele tenta transformar em uma contribuição. Ora, se tivesse desobedecido a ordem e vencido a corrida teria exposto o problema da mesma forma. Poderia até ser demitido, mas sairia como homem. Escolheu a saída fácil e confortável.
Barrichello não é ruim como piloto. Quase sempre ele abandonou por sabotagem problemas no carro, não por erro próprio. É bom acertador de carro. Mas depois dessa declaração perdeu qualquer resquício de respeito que ainda pudesse merecer. Antes tivesse tido a dignidade de reconhecer o erro.
A contribuição
Vamos rever todos juntos – mais uma vez – a “contribuição”: vaia sonora, polegares para baixo, a cara de bunda do Ralf ao encarar o irmão (4:45). E a Globo colocando Barrichello na condição de vítima.
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Não tô entendendo!!! Não vi na atitude do Barrichello, nada que pudesse supor alguma contribuição para o esporte, aliás a insubordinação que eh a marca dos contribuidores não esteve em nenhum momento da carreira dele, pelo contrário, sempre esteve debaixo das asas do controle da ferrari,
Que vergonha!! ao ver o filme de novo senti novamente a necessidade de rever os conceitos do brasileiro submisso e impotente>..
Já vai tarde Rubens!!
Hipócrita…em 99 ele assinou contrato para ser o SEGUNDO piloto…Aquele teatro que ele fez na Austria foi patético. Segundos pilotos sempre existiram na F1.. Lembram do bundão do Berger na Maclaren???? Talvaz os ufanistas brazucas nunca notaram…
Ou do genial Gilles Villeneuve que tirou o pé duas vezes em 79 para favorecer Jody Schecter ser campeão pela Ferrari…Gilles foi integro a equipe Ferrari em 79….Barriquebra era o quarto colocado no campeonato. Schumacher brigava pelo titulo…nada mais justo a equipe Ferrari favorecer Schumacher…Esse esporte é caro…para haver igualde dentro de equipe..1° e 2° pilotos são parte da estratégia da disputas desde Fangio nos anos 50…A FIA não está nem ai para os jogos de equipe…Kimi foi campeão merecidamente no Brasil com uma estratégia perfeita por parte da Ferrari….Massa foi bem profissional para a equipe que o financiou na F1 desde ele era piloto de teste….