Legislando - de chapéu - em causa própria
Jun 6th, 2008
É injusto falar que não se trabalha no Congresso. Nosso representantes estão lá, na lida, dia a dia, exceto nos recessos. Legislando pelo bem da nação.
O deputado Edigar Mão Branca (PV-BA) não gostou quando a Mesa Diretora da Câmara tentou proibi-lo de usar chapéu no plenário e fez o que é pago para fazer: legislou. Teve um projeto de lei aprovado para liberar o uso de chapéu em locais públicos ou privados, sem qualquer censura.
Na época em que foi barrado, o excelentÃssimo deputado afirmou que “o chapéu fazia parte da cultura do interior do Nordeste”. Talvez ele também cogite ir trabalhar de jumento, meio de transporte tÃpico da sua terra.
Não é a primeira vez que alguém tenta usar trajes tÃpicos em solenidades públicas. Se liberar para todo mundo o Congresso vai parecer assembléia da ONU.
Qualquer empresa tem normas de vestuário. Eu acho que existem normas até demais, mas quem quer trabalhar que se adapte. Ou não trabalhe. O problema é que essa “empresa” tem uma caracterÃstica peculiar: os próprios empregados é que fazem as normas. Não é à toa que não funciona.
Também quero chapéu
E, assim sendo, como paulista do interior eu exijo o direito de me trajar como violeiro e executar uma catira em pleno Congresso. Com um belo chapéu, aliás.

Essa conversinha de “diversidade” já encheu a paciência. Será mesmo necessário ficar afirmando os valores do próprio estado de origem 24 horas por dia? É necessário ser assim tão provinciano? Isso soa mais a insegurança.
Melhor aproveitar e conhecer o lugar onde se está. Quando vou ao Maranhão não fico exaltando as glórias passadas do café e das modas de viola. Vou é tomar Guaraná Jesus e ver o boi.
Pensando bem, como co-responsável pelo resgate da obra de Damião Experiença, acho que vou reivindicar logo o direito de usar o chapéu abaixo. Será que seria permitido no plenário do Congresso?

Achado no blog de Marco Aurélio, o Ãmpio.
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Eu sempre quis ir trabalhar de short, principalmente no verão escaldante do Oeste Paulista, mas meu chege nunca deixou (embora eu renove o pedido todo ano). Mas, alguns são “privilegiados” e podem fazer suas próprias normas.
Já virou a verdadeira bagunça no Congresso e na Câmara Nacional.
Queria eu ir para o trabalho de bermuda e sandália de couro. =D