Mexicanos se comportando como vítimas
May 29th, 2007
Ontem foi escolhida a Miss Universo 2007, no México. Vitória do Japão, com Brasil em segundo lugar.
Sobre o concurso em si, nada demais. Mas houve uma cena que vale comentar. Não vi, deixei a TV ligada sem som enquanto navegava, porque sinceramente tradução simultânea não dá.
Em dado momento a Miss Estados Unidos, que acabou levando um tombo durante um desfile, foi vaiada pelo público. Não sei se foi no momento do tombo ou depois. O povão gritava “México, México”, sendo que a representante da casa já estava eliminada.
Assim, o público presente conseguiu fazer o México regredir à condição de república de bananas, com aquele discurso de vítimas, do tipo “os americanos são bobos, feios e chatos, e toda a nossa miséria é culpa deles”. E olha que a americana nem era aquele estereótipo da loira, era morena e nascida no Panamá. Tinha traços visivelmente latinos.
Porque não vaiar Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e outras democracias onde a mulher é tratada como animal de estimação e não pode nem mostrar os cabelos em público, que dirá participar de um concurso desses?
Mexicanos, ontem vocês se mostraram, no máximo, dignos de uma letra do Brujeria. E o pior é que, se fosse aqui, tenho certeza de que o resultado não seria diferente.
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“Porque não vaiar Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e outras democracias onde a mulher é tratada como animal de estimação e não pode nem mostrar os cabelos em público, que dirá participar de um concurso desses?” – Simplesmente porque os americanos e seus asseclas fomentam e perpetuam absurdos neste paises em nome de algo negro, mas de bastante valor: Petróleo.
Que a exploração americana do petróleo árabe tenha gerado absurdos até pode-se discutir, mas e os absurdos fomentados pela própria cultura islâmica contra suas mulheres? Afinal, estamos falando de um concurso de beleza, não de uma reunião da OPEP.
Sendo um concurso de misses, acho que seria bem melhor se também tivesse candidatas muçulmanas, só acrescentaria ao evento. Ou o Islã não faz parte do universo?
Quanto à vaia, acho que foi mesmo é recalque de latino-americano, provavelmente gente que não conseguiu cruzar o Rio Grande.
Só que tem uma coisa, caro Ronaldo. Os absurdos existentes na sociedades islâmicas só são permitidos por que as grandes potências retrolimentam isso. Você já pensou se não só as mulheres, mas se a sociedade islamica em geral cultivasse valores democráticos (no estilo americano, por exemplo). Você acha que eles obteriam a materia prima que eles tanto precisam de forma tão fácil? Assim, meu caro Ronaldo, a tirania tem respaldo em alguem mais forte. Só para lhe dar um sugestão: Assista o filme Hotel Ruanda, e tente pensar nisso que eu comentei. O mundo não é tão redondo e florido quanto parece. As coisas no mundo são e sempre serão contextulizadas. Não dá para separar as coisas… Abraços
Caro Ronaldo, vou ampliar a discussão… Vou provocar meus leitores com nossa discussão. Abraços
Não sei, me parece simplista essa visão de que os EUA são o mal do mundo. Não vejo como uma sociedade islâmica poderia ser democrática, a teocracia e o autoritarismo estão entranhados no próprio Islã muito antes do petróleo, vem do próprio profeta mesmo.
Não conheço esse filme mas vou procurar. Aguardo os desdobramentos da discussão.
[]’s
Mas os EUA não são o mal do mundo. Para seus cidadãos, o governo amricano é excelente! Que digam, Bill Gates, Steve Jobs, Tom Hanks (só não faça a mesma pergunta ao Michael Moore!). O grande mal é a política externa dos americanos. Você já pensou que isso pode voltar a acontecer em nosso país? (vide ditadura militar)
Eu acho que a URSS foi um mal bem maior. Sinceramente, eu estou mais preocupado é com a Venezuela, que é aqui pertinho e cujo presidente é amigão do nosso.
Sobre 64, quanto mais pesquiso a respeito mais me convenço de que foi necessário. De que, não fosse o golpe, teríamos crescido numa Rússia tropical, tentando comprar comida no supermercado estatal de prateleiras vazias. Claro que depois de 68 a coisa desandou e o resultado não foi nada bom. Mas acho que podia ter sido bem pior.