Não era o metal que gerava violência?
May 6th, 2007
No Rock in Rio de 2001, quando o Rio do nome ainda não era o Rio Tejo, a venda de ingressos foi reduzida na noite do metal. Medo dos fãs violentos do estilo.
Sempre que eu ia a shows de metal no antigo Palace (aquele que tem a emblemática foto do Caetano junto à entrada do banheiro), era devidamente revistado na entrada. Quando fui à última edição do Chivas Jazz assistir à Sun Ra Archestra até estranhei entrar lá sem ser revistado. A conclusão é que fã de metal é potencialmente violento e fã de jazz é civilizado.
Nessa madrugada, na Praça da Sé, ficou claro quem é o público realmente violento.
Por onde eu começo? Depredação de banca de jornal, vidraças, gente subindo em sacadas de prédios, gente dando as costas para o palco e provocando a polÃcia (declamando as letras edificantes). E quem estava lá para passar a mão na cabeça dessa juventude excluÃda? Mano Suplicy, claro!
Basta ler uma letra desse grupo para saber a que vieram. Qualquer uma. A essência é a mesma: eu sou negro, pobre, vÃtima, excluÃdo, e você branco preibói é o culpado da minha miséria.
Declaração de uma fã do grupo: “Show dos Racionais é assim, sempre acontece alguma coisa, mas tudo acaba bem”. Conclusão: para ela, depredação de áreas públicas é acabar tudo bem.
Mano Brown, o poeta dos excluÃdos, pedia ao microfone: “Vamos usar de inteligência”. Pediu demais ao seu público.
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É muito chato as pessoas associarem fãs de Heavy Metal à pessoas sem princÃpios e sem moral. Acredito que um estilo musical não define comportamente nem personalidade de ninguém.
É que o metal é esteticamente agressivo mesmo, e os próprios fãs são meio idiotas e ficam fazendo cara de mau. Mas os shows são absolutamente tranqüilos.
Já o carnaval da Bahia desse ano, por exemplo, teve até bala perdida.
perolas aos porcos…
Eu que pouco assisto a tv por assinatura aqui de casa, ainda reclamava da péssima qualidade da tv aberta. Hoje eu penso que a tv aberta dá ao povo aquilo que eles merecem, exatamente o que eles conseguem assimilar e eles se regalam. Não querem nada …
Oi Ronaldo,
Curti o post e gostei muito do seu blog, valeu o link broder.
Bom, eu não acredito muito que música defina caráter, pra mim define, além de bom ou mau gosto, “inteligência social”…. As músicas dos racionais são músicas sobre violência, sectarismo e guerra de classes. Quem é fã dessas músicas não tem, em minha opinião, inteligência social. Não é capaz de conviver comigo, por exemplo, isso distingue sim pessoas e dizer o contrário é a maior hipocrisia. Fãs de outros estilos de música se importam mais com a música que com o que ela incita, você pode ser fã de black sabbath (eu sou) e não vai sair fazendo sacrifÃcios à satã, porque você tem inteligência social. Sacaram?
Um abração broder, bem vindo por lá.
Só num show de metal é possÃvel que duas ou mais pessoas troquem socos e pontapés durante uma música e 10 minutos depois estejam dividindo uma cerveja.
sempre foi assim. As pessoas tem uma imagem muito negativa de quem gosta de rock, mas violência e venda de drogas se encontra muito mais em shows mais populares. Preconceito é assim mesmo.