Nobel da Paz - Tradição em premiações duvidosas
Oct 16th, 2007
Al Gore e o tal IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) ganharam o Prêmio Nobel da Paz 2007.
O Nobel da Paz vem acumulando ao longo dos anos uma lista duvidosa de vencedores, que não exatamente contribui para a imagem do prêmio:
- Rigoberta Menchú: ativista do povo nativo-guatemalteca com uma triste e sofrida biografia. Que, mais tarde, descobriu-se ser totalmente forjada.
- Agnes Gonxha Bojaxhiu: mais conhecida como Madre Teresa de Calcutá. Gostava de homenagear o falecido Enver Hoxha, filhote de Stalin que governou sua próspera Albânia, e tecer louvores a Baby Doc, aquele cara gente boa que levou o Haiti ao mesmo caminho da prosperidade albanesa. Não é tão surpreendente, visto que ela era mais interessada em exaltar a pobreza do que em combatê-la.
- Kofi Annan: ex-secretário geral da ONU. Acusado de corrupção durante um programa da ONU de troca de petróleo por comida. O filho de Annan “subiu na vida” durante esse perÃodo. Lula acharia isso normal, já que a trajetória do seu herdeiro tem sido semelhante.
- Yasser Arafat: dispensa apresentações.
Isso para não mencionar a discutÃvel premiação de Einstein com o nobel de FÃsica. Einstein, dizem, era chegado à quela prática que os blogueiros tanto conhecem e detestam: o copy & paste.
Não digo que Gore seja um pilantra. Está mais para ingênuo: mergulhou de cabeça no tal aquecimento global e parece que definitivamente acreditou no mito:
Sinto-me muito honrado em receber o Prêmio Nobel da Paz. Estamos diante de uma verdadeira emergência planetária. A crise climática não é um assunto polÃtico, é um desafio moral e espiritual para toda a humanidade.
Menos, seu Gore.
Cuidar do meio ambiente é uma coisa - louvável até. Fazer disso uma bandeira polÃtica e uma seita, não dá.
Já há religiões demais no mundo.
Technorati: nobel, al gore, ambientalismo
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