Blog do Ronaldo - Página 45
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O governo, preocupado com a possível anulação pelo Congresso do veto presidencial à Emenda 3, agora fala em “alternativas”.

O ministro da Fazenda deixou bem claro ontem qual é a alternativa: nenhuma. E disse a que veio o veto: aumentar impostos, isso sim. Defendeu, conforme relata a Folha Online, o aumento de impostos para prestadores de serviço.

Quando a pessoa tinha um cargo como pessoa física, por exemplo, o diretor de uma empresa, e ele vira uma pessoa jurídica com as mesmas atribuições, mas passa a pagar menos imposto e a empresa a não recolher encargos [trabalhistas]. Isso é uma fraude e temos que combater

Ou seja, à tentativa legítima de pagar menos imposto dentro da lei, o ministro chama fraude (e dá-lhe novilíngua petista!). E pretende reagir tributando em uma “pequena tarifa adicional” os casos em que houver “precarização das relações de trabalho”, um estranho conceito criado pelo governo e apoiado por centrais sindicais, sedentas de contribuições:

Estamos falando só das relações de trabalho de pessoas jurídicas que são personalistas. O sujeito que trabalha para uma empresa só. (…) Muitas vezes há o acobertamento do trabalho assalariado. Está precarizando e isso não podemos permitir

Para o ministro e para os sindicalistas, qualquer coisa fora da CLT é pecado mortal e deve ser punido com faca: enfiada ainda mais fundo em quem trabalha e já paga impostos legalmente.

Se eu opto por trabalhar como Pessoa Jurídica, pelo benefício de pagar menos imposto e pela flexibilidade de rescisão de contrato, minha relação de trabalho está - como é mesmo? - precarizada. A simples hipótese de que eu escolhi esse modelo não passa pela cabeça dessa gente. Precarizada é a relação de quem trabalha na informalidade. Em que esse veto vai beneficiar os que estão na informalidade? Em nada. Pode é jogar mais gente nessa situação.

Insisto em dois pontos: Primeiro, trabalhar como PJ, ainda que para um único empregador, é uma forma legítima de contratação, e impor a CLT é arbitrário e não serve para a realidade de hoje. Segundo, tentar pagar menos impostos dentro da lei é um direito de qualquer cidadão ou empresa, e não uma fraude.


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Acrescentei 3 itens na sidebar: Posts Recentes, Top Commentators e Comentários Recentes.

O plugin Show Top Commentators exibe os 10 leitores que mais comentam e recompensa cada um com um link.

O plugin Get Recent Comments mostra um trecho dos últimos comentários, e também um link para o comentarista. Pode-se configurar o tamanho do trecho ou, se desejar, exibir o título do post que foi comentado. Também mostra trackbacks separadamente.

Esse plugins e o plugin DoFollow são um ótimo incentivo para aumentar os comentários de um blog.

Escrever com freqüência também ajuda…


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Achei um ótimo vídeo no The Wrong Advices: chama-se RSS in Plain English. A idéia é explicar o RSS em linguagem simples, para leigos em tecnologia.

Educar os leitores sobre o RSS é uma boa maneira de incrementar o número de assinantes. O único problema é que o video é em inglês, e o cara fala meio rápido. Alguém se habilita a legendar ?

UPDATE: já está legendado.

Assine o meu Feed RSS.


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Uma dica de John Chow para otimização de títulos dos posts para SEO também serve para os posts em português, que apresentam um problema: o Wordpress suprime caracteres com acentos ao nomear a página do post, podendo gerar situações estranhas e até constrangedoras.

No menu Options / Permalinks é possível configurar a apresentação das URLs dos posts. O default é algo como http://www.ronaldocamacho.com.br/?p=123. A opção mais usada é Date and name based, que mostra uma URL como http://www.ronaldocamacho.com.br/2007/04/23/sample-post/. O problema é que essa opção suprime os caracteres acentuados.

Para resolver o problema (e otimizar os posts), a dica é usar a opção Custom, e informar o valor /%postname%/

Assim, os posts ficam com o formato http://www.ronaldocamacho.com.br/acentuacao-nos-titulos-uma-solucao/. De quebra ainda remove a data, simplificando a URL, o que o Google costuma apreciar.

Claro que isso é mais útil para quem está começando agora, porque alteraria os links existentes, e muitos já têm um razoável “patrimônio” de links.


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Precisei pagar uma conta vencida, um boleto do Banco do Brasil. Fui a uma agência na Av. Berrini, no Brooklin. Na entrada, na área de pré-atendimento, pergunto a um dos funcionários onde ficam os caixas.

- Não tem caixa, senhor.

… (pausa de perplexidade)

- Não tem caixa nessa agência?

- Não senhor.

Era uma agência aparentemente completa, não um simples posto de atendimento. Sem qualquer indicação do lado de fora sobre a ausência de caixas.

Pra encurtar a história acabei pagando a conta na agência do Shopping Paulista. O que eles chamam de caixa era uma pessoa em uma escrivaninha, dentro de uma sala minúscula.

Essa, como direi, repartição pública que brinca de banco tenta passar imagem de modernidade em comerciais. E acha que ser moderno é cortar custos eliminando o atendimento físico em algumas agências (e deixando para o cliente adivinhar quais, senão não tem graça). Só que boletos vencidos precisam ser pagos em caixas, com unidades-carbono vivas no outro lado do balcão.

Engraçado é que para o vôlei sobra dinheiro.

Pelo que andei lendo, o home banking do BB é um desastre. Felizmente não posso confirmar, pois não sou cliente.

Sei que o marketing com certeza é um desastre com essa campanha do “Banco do Fulano”, que causou desespero em correntistas que acessavam o home banking e viam o seu nome no logo do banco. Brilhante! Numa época em que qualquer email fraudulento consegue simular com perfeição as URLs do banco e onde os próprios bancos educam os clientes a desconfiar de elementos estranhos nos sites, algum gênio do marketing vem com essa idéia luminosa.

Banco do Ronaldo? Não obrigado, o banco do Ronaldo é azul e laranja.

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