Só faltou fazer a pombinha com as mãos
May 19th, 2007
Leio no Terra que ontem à noite foi realizado um ato em memória das 493 vÃtimas do PCC, ocorridos em São Paulo ha 1 ano.
Sempre achei esses atos e passeatas uma tremenda bobagem. Não resultam em qualquer ação prática. Como sempre acontece nesses casos, os brasileiros se contentam em sair às ruas, muitas vezes com roupa branca (não sei como ainda não denunciaram a preconceituosa cor da paz), participar de algum ato ou protesto e depois voltar para casa com a sensação de missão cumprida. Deviam aproveitar e cantar rap também. Aliás, curiosa a ausência do senador.
Porque não protestam contra a impunidade? Contra a progessão de regime para crimes hediondos? Contra o fato do bandido que mancha o meu sobrenome mandar e desmandar onde quer que esteja, plenamente ciente do seu poder? Contra o fato do judiciário estar tomado por juÃzes militantes, que julgam com a ideologia e não com a lei? Porque são marionetes.
Ao invés disso, qual foi a tônica do ato? Protestar contra os excessos da repressão. Policiais estavam sendo abatidos a esmo e a repressão foi considerada exagerada. Deveriam tentar dialogar com os projéteis que vinham em sua direção, talvez?
É óbvio quem comanda os marionetes nesses casos: entidades esquerdistas que pregam a famigerada “origem social do crime”. Desta vez não foi diferente:
Também participou do ato o movimento Comunidade Cidadã, que cobra polÃticas públicas municipais voltadas à juventude. “Para nós, a redução da violência se faz através de polÃticas sociais”, disse o coordenador da entidade, Flávio Munhoz.
Para mim, a causa do aumento da violência é exatamente o pensamento de pessoas como Flávio Munhoz, que ao primeiro bandido preso ou morto correm a relatar os excessos da repressão. Se por acaso o morto for policial, Flávio Munhoz e os seus fingem que não viram.
Já falei aqui sobre a lista da maioridade penal em alguns paÃses. Esta lista é um fato, não uma opinião. Mostra quem está na contramão da história. Até a Cuba amada de Chico Buarque (amada à distância, bem entendido) está na nossa frente.
O vereador petista José Américo Dias, presente ao ato, deixou ainda mais clara a agenda do seu partido ao comentar que “A repressão que se seguiu aos crimes foi indiscriminada. Muitos inocentes tombaram”. Dias parece esquecer que os que tombaram primeiro também eram inocentes. Só que cometeram o grave erro de usar farda.
É isso. O povão vai lá, faz o seu ato, volta para casa, aperta 1 e 3 na urna e acha que fez grande coisa. Dessa vez só faltou fazer a ridÃcula pombinha com as mãos.
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Ontem vi na televisão sobre uma cidade gaúcha onde aconteceu uma passeata/protesto pedindo a cassação de diversos vereadores acusados de irregularidades, roubo, desonestidade, etc.
Os manifestantes invadiram a sessão da câmara, armaram a maior confusão, e no fim alguns dos ilustres vereadores tiveram que sair fugidos, sob ameaça de agressão.
Acho que se houvessem mais atos como esse, chegaria o dia em que passeatas pedindo pela Paz não seriam mais necessárias.
Olá Ronaldo,
Numa busca no google pude ver seu post neste blog. Primeiramente quero dizer que respeito tua opinião sobre o assunto. Mas não posso deixar de pontuar alguns equivocos presentes em tua publicação. Nosso protesto seu deu a partir se um manifesto onde foram realizadas diversas cobranças, a várias esferas do poder público. Para que vc tenha idéia, todas as lideranças partidárias da câmara e assembléia legislativa, prefeito e governador receberam nossas reivindicações. E questões relativas a impunidade e corrupção fazem parte de nossa pauta. O tal vereador citado apareceu por lá, por conta do manifesto entregue a mesa diretora da câmara municipal, e ele como 1º secretário, foi dar uma satisfação. Não somos uma entidade esquerdista como vc mencionou, não temos vínculo partidário algum com quem quer que seja. Os policiais presentes estavam apoiando nosso ato, pois entre as vítimas mencionadas haviam diversos policias, que no exercício de seu dever foram vítimas desta absurda guerra. Protestamos por um motivo bem simples: 493 pessoas morrendo em uma semana, não é algo normal! Não importa quem seja, estamos numa guerra não declarada! E isso é motivo suficiente para que não nos conformemos com a situação.
Não estamos a favor de bandidos. Se vc tivesse tido mais cuidado ao analisar a manifestação, que não começou e nem terminou com aquele ato, saberia muito bem o que aconteceu.
Moramos no Grajaú, periferia sul de nossa capital. Talvez vc nem conheça o que rola por aqui. Talvez ache que aqui, de modo preconceituoso, terra do RAP sim, só vivam “bandidinhos”.
Quando morre algum playboy na casa grande o barulho é imenso. Quando um jovem da periferia-senzala morre…silêncio absoluto. Vc diz de inocentes…vejo morrer vários a cada semana e não consigo ficar em silêncio. Como diz o Mano Brown…”da ponte pra cá o mundo é diferente”.
Vc deve saber que ter um ponto de vista sobre o que acontece somente pelo posicionamento da mídia não é algo muito sério. Não temos culpa do que foi publicado. Estamos simplesmente buscando nossos direitos.
Acreditamos sim, que um dos pontos que contribui para a violência é a falta de oportunidade e de políticas sociais nas periferias. Através desta manifestação já conseguimos a construção de uma escola técnica em nossa comunidade. Conseguimos via um governo do PSDB, prova que não estamos preocupados com legenda e sim com quem faz. Estamos avançando para que os CEU´s no período noturno - tempo que fica ocioso - possa ser ocupado por ensino profissionalizante. Temos outras oito demandas, que vamos cobrar com veêmencia. Estamos fazendo a nossa parte, trabalhando sério, com pouco discurso e muita luta, contra aquilo que nos incomoda.
Se quiser vir fazer-nos uma visita e comprovar o que acontece por aqui e nossas intenções sobre esta caminhada, seja bem vindo!
O que não é correto é ficar divulgando opniões, que são totalmente respeitáveis, como verdade absoluta. Também não somos donos da verdade, mas queremos construir uma nova sociedade, sem hipocresia. Crtica-se a manifestação, mas compra-se DVD´s piratas, critica-se o fato de jovens estarem organizando manifestações, mas sonegam imposto, acham que na periferia só existem ladrões e traficantes, mas consomem drogas…..ou vc acha que o dinheiro das armas vem de onde? Pobre não compra pedra, não usa bala nem cocaína…é muito caro….. A imensa maioria é refém, soldado barato, de um sistema sustentado por quem tem grana. Vc deve saber disso muito bem!
Nunca tivemos oportunidade de nada. Estamos nos organizando e reinvidicando apenas direitos. E lutaremos sempre pela vida. É nisso que acreditamos, no exercício pleno de nossos direitos de cidadão.
“Uma nova organização é possível: a cidadania!”
Ps: A pombinha pode até ser ridícula, mas ridículo mesmo é a bunda na cadeira !
Estou disponível para o debate e maiores esclarecimentos,
Obrigado pelo espaço.