Toda a incapacidade do crítico de música da VEJA
Feb 26th, 2009
Peguem a pipoca e o refrigerante: vou falar mal da VEJA!
Pois é, ao contrário do que os queimadores de revista gostam de pregar, há leitores da VEJA que criticam a revista quando é o caso. Nem todo mundo lê da primeira à última página e diz amém.
A bronca é com o crítico de música da revista, o tal de Sérgio Martins. O sujeito aparenta dominar alguns gêneros, como MPB, Jazz, Erudito, etc. Sabe como é, os ditos gêneros musicais “sérios”. A famosa… boa música.
Mas quando resolve escrever sobre outros estilos, é o próprio desastre. A história que vou contar se passou em janeiro de 2001, perto da terceira edição do Rock in Rio. Depois disso, o festival se tornaria uma piada geográfica com o Rock in Rio Tejo.
Na programação, como sempre, havia de tudo, até mesmo Sandy Leeaahhh (não sei quantos agás tem) e Durval Júnior, hoje Júnior Lima. Britney Spears esteva no auge — lúcida, ainda — e apareceu também. Guns N’Roses fecharia uma das noites, lutando ferozmente contra o esquecimento. E o Iron Maiden.
E é aí que o bicho pega. Nosso intrépido crítico, completamente ignorante no assunto mas precisando entregar a matéria, resolveu escrever sobre o Maiden. E saiu isso:
Por algum motivo obscuro, a música da banda inglesa Iron Maiden, considerada ultrapassada no Primeiro Mundo, continua a agradar aos metaleiros brasileiros. O país é o maior consumidor dos discos desse grupo em todo o mundo. O Iron Maiden já se apresentou três vezes por aqui. Os shows no Rock in Rio renderão um CD ao vivo e um DVD
Confesso que ainda hoje me ferve o sangue ler o parágrafo acima. Quase dá vontade de voltar a ser guerreiro do metal. Ultrapassada é a senhora que o pôs no mundo, seu Sérgio! O motivo obscuro tem um nome: fãs. Tivesse o senhor deixado de ser preguiçoso teria pesquisado um pouco e visto que o Maiden lota o show que quiser, no país de Primeiro Mundo que quiser.
Na época, enfurecido, escrevi um longo email fazendo toda a apologia ao metal que eu era capaz de fazer, em português impecável, sem uma única ofensa. Até mandei o RG, exigência da revista para publicar cartas de leitores. Claro que não foi publicada, nem sei se o sujeito chegou a ler. É aquela limitação incontornável da mídia de papel: o espaço. Aqui, no território infinito da web, posso escrever o quanto quiser. Claro que não será lido por 1 milhão de assinantes, mas será lido.
Hoje, passados 8 anos, muita coisa mudou, eu principalmente. Não escreveria outro texto com aquele teor já que não falo mais em nome do metal, mas as bobagens escritas por esse jornalista continuam sendo bobagens. Não satisfeito em julgar e condenar sumariamente o Maiden à condição de ultrapassado, o cidadão escreveu que “há atrações que merecem ser conferidas”, entre as quais… Britnéia!
Me lembro até hoje de ver a cobertura na Globo: o repórter entrevistando as fãs adolescentes que reclamavam que se era para assistir a uma dublagem, teriam ficado em casa ouvindo o CD. Mas Britnéia não foi a única. Sandiléia também recorreu ao recurso fácil da dublagem, com a justificativa de que seu show tinha muita dança e movimentação física. Enquanto isso, Bruce Dickinson pulava, corria e berrava freneticamente por todo aquele palco gigantesco. Com mais de 4 décadas nas costas…
É, seu Sérgio. Ótimas dicas mesmo! Quando se desconhece um artista sempre há 2 opções. Uma, difícil, é pesquisar. A outra é sintonizar na MTV e ver o que está passando. Fica evidente qual foi a sua escolha.
Ah, já ia me esquecendo. A banda ultrapassada no Primeiro Mundo havia se apresentado no Madison Square Garden, em Nova York, semanas antes de desembarcar no Rio. Os ingressos para este show se esgotaram em pouco mais de 2 horas…
OBS: A VEJA abriu seu acervo online, de modo que é possível ler a íntegra dessa tentativa de reportagem.
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eu já escrevi uns dois textos amaldiçoando esse indivíduo. toda vez que ele fala de heavy metal sai uma cagada. Desisti de reclamar e parei de ler a Veja.
Ultimamente a obsessão dele é a demissão do maestro da OSESP, a seção de música da revista parece uma espécie de Contigo erudita.
Eu acho que esses críticos não passam de músicos fracassados. Nem talento para música eles possuem quanto mais ficar criticando algo que vem da alma, quem vem do espírito. Como colocar valor na arte? Esses jornalistas se alimentam do ego de artistas que desesperados fazem de tudo para sair numa revista de grande circulação. Não ligo mais para críticos , ainda mais esses que acham que são os maiorais. Quem vai se lembrar desse Sérgio quando ele sair da Veja? Ninguém. Ao contrário dos músicos que ele tanto fala mal que ficarão para história, ele vai ficar sozinho e não terá dinheiro nem para comprar suas próprias cuecas.hahaha