Trading Paint: automobilismo sem frescura
Jul 16th, 2009
O vÃdeo abaixo mostra bem a diferença entre as escolas européia e americana de automobilismo.
Na Europa de hoje predomina o pensamento afrescalhado do não-me-toque e a ridÃcula regra da mudança única de trajetória. Webber encostou no bebê chorão? Degolem Webber! Longe vão os tempos do GP da França de 79…
Já na América (essa é só pra irritar os que falam estadunidense…) não existe lugar para frescura: é o que eles chamam de trading paint, ou seja, trocar as tintas. Ou seja: encostar na lataria. E o povão gosta. Na NASCAR é lugar comum. O segundo vem empurrando o primeiro e o primeiro bloqueia. Desonesto? Não na visão deles, porque há um trade-off: o primeiro pode tentar bloquear, mas corre o risco de rodar. Se assumiu o risco, assume as conseqüências. Sem culpar o regulamento, Ross Brawn ou FHC.
Quer dizer, teoricamente, porque na prática os fãs de um e do outro ficam discutindo a semana inteira a legitimidade da manobra. Que continua sendo permitida normalmente.
Fiquem então com uma sensacional corrida de ônibus escolares. Trocando tinta amarela, claro. Em oval, claro.
Achado no blog do Flavio Gomes.
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